A Prefeitura de Piracicaba confirmou o terceiro óbito por febre maculosa ocorrido no ano passado. A vítima era um idoso que faleceu em novembro. Saiba quais são as áreas de risco e as orientações de prevenção para 2026.
A Prefeitura de Piracicaba confirmou, nesta segunda-feira (12/01), a terceira morte por febre maculosa registrada em 2025. O paciente, um homem na faixa etária entre 70 e 79 anos, faleceu em novembro do ano passado.
Com essa confirmação, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou a investigação para identificar o Local de Provável Infecção (LPI).
Até o momento, em 2026, a cidade não registrou nenhum caso da doença.
Retrospectiva de 2025 e Áreas de Alerta
O ano de 2025 encerrou com três óbitos confirmados pela Vigilância Epidemiológica. Além do idoso em novembro, as outras vítimas foram um paciente em junho e uma criança (entre 1 e 9 anos) em agosto.
A febre maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Em Piracicaba, a proximidade com o rio e a presença de capivaras — principais hospedeiros do carrapato — exigem atenção redobrada em áreas específicas:
Margens do Rio Piracicaba (do Monte Alegre a Ártemis);
Parque da Rua do Porto e Lagoa do Santa Rita;
Margens do Ribeirão Piracicamirim e Rio Corumbataí.
Sintomas e Prevenção
A Secretaria de Saúde reforça que, embora o período de maior incidência ocorra entre junho e novembro, o cuidado deve ser constante. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças, por isso é vital informar ao médico se você esteve em áreas de mata ou beira de rio. Fique atento a:
Febre alta e dor no corpo;
Desânimo, náuseas e vômitos;
Manchas avermelhadas na pele (em estágios avançados).
Dicas de Segurança: Para evitar a picada, utilize roupas claras e compridas em áreas gramadas. Caso encontre um carrapato no corpo, remova-o com uma pinça (sem esmagar) o mais rápido possível; quanto menor o tempo de fixação, menor o risco de transmissão.
Toda a rede de saúde de Piracicaba está capacitada para o diagnóstico precoce, que é fundamental para evitar o agravamento da doença.