O caso que chocou o Paraná após imagens de segurança flagrarem um pai chutando a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, ganhou contornos ainda mais graves.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) revelou, nesta quinta-feira (9/7), que as investigações apontaram um histórico sistemático de violência doméstica, incluindo agressões contra o irmão da menina, um menino de 5 anos.
O histórico de violência
Segundo os delegados responsáveis pelo caso, Anderson Andrei Grosso e Ricardo Moraes, o menino — que é enteado do suspeito — apresentava marcas de ferimentos condizentes com agressões ocorridas semanas antes do episódio que viralizou. A suspeita é de que a criança tenha sido atingida no rosto por objetos como cinto ou pedaços de madeira.
Esses novos elementos foram fundamentais para que o Ministério Público e o Poder Judiciário acatassem o pedido de prisão preventiva do suspeito, expedido nesta quinta-feira.
Confissão e motivação
O homem, cuja identidade foi preservada, prestou depoimento na última quarta-feira (8/7). Durante o interrogatório, ele confessou ter chutado a filha, alegando que perdeu o controle por ela estar chorando. No entanto, o suspeito afirmou não se recordar de todos os detalhes da agressão, justificativa que não convenceu as autoridades diante do contexto de violência revelado.
A mãe da criança, após ter acesso às imagens de segurança, registrou um boletim de ocorrência contra o então companheiro, sendo peça-chave para o início das investigações.
Segurança das crianças e justiça
Para o delegado Ricardo Moraes, a prisão preventiva é uma medida necessária não apenas pelo crime registrado em vídeo, mas para interromper um ciclo de violência contra as crianças e encorajar outras possíveis testemunhas a procurarem a polícia. O caso segue sob investigação para determinar a extensão total dos abusos cometidos.
“Há indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento das autoridades”, destacou a equipe de investigação.
