O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu colocar o pé no freio da alta finança da capital e determinou, nesta quarta-feira (23/9), o bloqueio de R$ 2,7 bilhões em bens do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e de outros quatro ex-gestores da instituição.
A medida drástica, aprovada por unanimidade durante uma sessão reservada da Corte de Contas, atinge também os ex-dirigentes Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico.
O objetivo da sanção é acautelar o patrimônio público no âmbito do processo que investiga as complexas e nebulosas relações entre o BRB e o Banco Master.
Segundo apurações, a indisponibilidade dos bens tem validade inicial de um ano. Pelo visto, mexer com somas bilionárias na base da canetada traz consequências pesadas, provando que o estrago financeiro desse tipo de operação só cabe mesmo nas manchetes mais espessas dos jornais de economia e política.
Investigação pode alcançar novos nomes
Enquanto o bloqueio já é uma realidade para os cinco primeiros citados, a lista de alvos da Justiça pode aumentar consideravelmente nas próximas semanas. O TCDF determinou a instrução prioritária dos autos.
Caso fiquem comprovados os atos concretos de ciência e nexo causal nas negociações investigadas, a Corte vai avaliar a extensão do bloqueio patrimonial para outros ex-integrantes do alto escalão.
Estão na mira da possível ampliação da sanção nomes como João Pedro Leite Nunes; Luana de Andrade Ribeiro, que atuava como ex-diretora de Controles e Riscos; Ananda Nunes Frota, ex-superintendente de Fusões, Aquisições e Participações; além dos membros votantes da antiga Diretoria Colegiada (Dicol) e Jacques Maurício Veloso Melo, ex-diretor jurídico do banco.
Até lá, os investigados terão bastante tempo para refletir sobre as decisões tomadas nas salas com ar-condicionado do banco, enquanto a justiça tenta recuperar cada centavo desse rombo multibilionário.